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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: B. versicolurus

Nome Científico

Brotogeris versicolurus
(Statius Muller, 1776)

Nome em Inglês

White-winged Parakeet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Periquito-da-campina

O periquito-da-campina é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.

Conhecido também como periquito-de-asa-branca, periquito-das-ilhas (médio Solimões), periquito-de-asa-amarela (Amapá) e periquito-estrela (Pará). É o representante mais numeroso da família no delta amazônico.

Não está classificado em nenhuma das categorias de ameaça, seu comércio diminuiu nas últimas décadas.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) brotogërus = com voz humana; e do (latim) versicolor = de várias cores.⇒ Periquito com voz humana que tem várias cores.

Características

Mede de 21,5 a 25 cm de comprimento. Único periquito com parte amarelo e branco e ponta azul na asa, rabo verde longo e afiado (notórios em vôo). De coloração geral verde, com ventre opaco, fronte e lados da cabeça cinzentos.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Em certas épocas do ano invade Belém (Pará) e Manaus (Amazonas, onde todos os anos milhares de indivíduos dormem em uma das avenidas) em busca de mangas e goiabas, abundantes nas ruas e quintais da cidade. Também se alimentam de sementes da sumaumeira, dos frutos açaí, bacaba, buriti, murici e tucumã. Na época da cheia dos rios se fartam com as sementes da munguba, árvore comum nos ambientes de várzea onde vivem.

Reprodução

Nidifica em troncos ocos de palmeiras e outras árvores, aproveitando-se de fendas formadas pela decomposição. Os periquitos, roem um ninho em forma de retorta em cupinzeiros arbóreos cujo interior oferece um ambiente favorável, considerando temperatura e umidade.

Hábitos

Comum na copa de florestas de galeria, capoeiras, campinas, campos com árvores esparsas e cidades arborizadas, até 300 m (na Bolívia chega até os 2.700 m). Vive aos pares ou em bandos grandes bandos (100 indivíduos ou mais), migrando regionalmente entre os afluentes e ilhas do Rio Amazonas. Os bandos se juntam em alguns lugares no final da tarde para dormir, podendo reunir nesses locais até milhares de indivíduos ( Manaus ). Os bandos vão chegando, fazendo grandes e barulhentas revoadas, até descer para o pernoite. Na manhã seguinte, eles voltam a se separar em bandos menores e seguem para as áreas de alimentação. Esses locais de dormida costumam ser os mesmos por vários anos.

Distribuição Geográfica

Presente apenas na Amazônia, do Amapá e Pará até a divisa com o Peru e Colômbia, países em que também ocorre.

Referências

Galeria de Fotos